|
Fazem parte dos "fungos protistas",
ou seja, pertencem ao Reino Protista, mas apresentam alguma semelhança
com os fungos verdadeiros.
São seres plasmodiais (que formam
plasmódios), pois se unem em uma massa móvel de células,
mas sem parede celular. Assim, cada célula não permanece
individualizada.
|
Imagem de um plasmódio de mixomecetos.
|
São diferentes dos seres que formam
pseudoplasmodios (os acrasiomecetos, estudados na página
anterior). O pseudoplamódio é assim chamado, pois
cada indivíduo que compõe a massa de células
mantém sua individualidade e não perde sua parede
celular.
|
Imagem de um plasmódio de mixomecetos.
|
"Os mixomicetos são atualmente
classificados separadamente dos fungos, no Reino Protista. É
um grupo distinto de organismos que englobam algumas características
de amebas e de fungos. Seu corpo de frutificação maduro,
chamado de esporângio, produz esporos dentro de uma massa
gelatinosa, parecida com limo, chamada plasmódio. O plasmódio
se comporta como uma ameba gigante, alimentando-se de bactérias,
fungos ou matéria orgânica em decomposição.
Quando há falta de alimento, o plasmódio se transforma
e produz esporangios. Estes organismos são frequentemente
incluídos na literatura sobre fungos, entretanto não
são considerados fungos verdadeiros."
Traduzido por
Silvia Schaefer, de "A Field Guide to Australian Fungi",
de Bruce Fuhrer.
- Grupo com cerca
de 500 espécies.
- Em condições favoráveis, vivem como finas
massas deslizantes de protoplasma (parte viva da célula –
sem parede celular).
- Como não apresentam parede celular, esta massa de células
é chamada de plasmódio.
- Alimentam-se por englobamento de bactérias, leveduras,
esporos, material de origem animal e vegetal em decomposição.
- O plasmódio pode atingir até 30 gramas e cobrir
uma área de vários metros quadrados.
- Apresenta vários núcleos, mas sem divisão
por parede celular. Todos os núcleos se dividem ao mesmo
tempo.
- Divisão celular normal, com centríolos presentes,
diferente dos fungos.
- O crescimento do plasmódio continua enquanto existe alimento
suficiente. Quando não há alimento, o plasmódio
migra para outro local.
- Quando o movimento cessa, o plasmódio se divide, formando
vários montículos do mesmo tamanho. Cada um forma
um esporângio, no alto de um pedúnculo. No esporângio
ocorre a meiose, formando esporos “n”.
Os esporos germinam originando gametas (n) que após a fecundação,
formam zigotos 2n (amebas), que formam, por sua vez, um novo plasmódio.
- Na falta de água, os plasmódios formam os esclerócios,
estágio encistado. Encontrados em madeira queimada ou locais
sujeitos a seca. Cor amarela ou laranja.
|
Imagem da forma jovem do mixomiceto Leucocarpus fragilis
|
|
Imagem da forma madura do mixomiceto Leucocarpus
fragilis
|
- Amebas individuais, em condições desfavoráveis,
podem secretar uma fina parede e formar um microcisto.
- Os esporos são muito resistentes, podendo sobreviver em
condições desfavoráveis por longos períodos.
|